Long-term impacts of mangrove forest mortality on carbon stocks and benthic assemblages in Southeast Brazil
Nome: CARLA FRECCHIAMI DE OLIVEIRA PACHECO
Data de publicação: 22/04/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| AMANDA DUIM FERREIRA | Examinador Externo |
| ANDERSON ANTÔNIO BATISTA | Examinador Interno |
| ANGELO FRAGA BERNARDINO | Presidente |
| CHRISTIAN JOSHUA SANDERS | Examinador Externo |
| FRANCISCO RUIZ | Examinador Externo |
Resumo: Florestas de manguezais são ecossistemas costeiros que fornecem muitos benefícios
ecológicos e socioeconômicos para a humanidade. Estes ambientes são altamente
produtivos e servem como locais de abrigo e reprodução para muitas espécies
marinhas, algumas com valor comercial. Além disso, manguezais são grandes
sumidouros de carbono, e potencialmente relevantes para a regulação do clima.
Eventos climáticos intensos, como secas prolongadas, tempestades e ondas de calor,
podem causar a perda de florestas de manguezais, com efeitos imediatos e de longoprazo sobre a estrutura florestal e os estoques de carbono associados. Entretanto, o
conhecimento sobre os efeitos a longo-prazo da perda de florestas de manguezais
globalmente ainda é limitado. Esta tese busca preencher algumas dessas lacunas ao
investigar os efeitos a longo-prazo (> 5 anos) da mortalidade de florestas de mangues
sobre a estrutura florestal, estoques de carbono totais e comunidades bentônicas
associadas no estuário do Rio Piraquê-Mirim-Açu (ES). No primeiro capítulo,
avaliamos a variabilidade temporal e espacial dos fluxos de gases de gás carbônico e
metano em solos de florestas de manguezal mortas e vivas. No segundo capítulo,
reavaliamos os estoques de carbono após seis anos de um evento de mortalidade em
larga escala (> 500 ha), e os comparamos com os dados obtidos em 2017, revelando
efeitos de longo prazo das mudanças climáticas em estoques totais de carbono nos
manguezais estuarinos do ES. E no terceiro capítulo, analisamos as composições
taxonômica e de hábitos tróficos de assembleias bentônicas nas florestas de
manguezais vivas e mortas, identificando também efeitos de longo prazo na
dissimilaridade dessas florestas de manguezais impactadas. Esta tese avança de
maneira inédita na compreensão dos efeitos duradouros dos eventos climáticos extremos sobre as florestas de manguezais, e serve de apoio para tomadores de decisão para estratégias de conservação e restauração.
