Histórico

O Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (PPGBAN) iniciou suas atividades com o curso de Mestrado em Biologia Animal e obteve seu credenciamento pela CAPES no ano de 2001, com a participação de oito professores da UFES, enfocados em três linhas de pesquisa: Biologia, Conservação e Genética de Vertebrados com apenas dois professores (Sérgio Lucena Mendes e Valéria Fagundes); Sistemática, Biologia e Ecologia de Insetos com três professores (Celso O. Azevedo, Aloísio Falqueto e Dirceu Pratissoli), e Zoologia Marinha, com três professores (Agnaldo Silva Martins, Luiz Fernando L. Fernandes e Rosebel Nalesso). Além disto, Paulo de Marco Júnior então da Universidade Federal de Viçosa completava o núcleo docente do programa.

No decorrer dos anos houve um grande empenho por parte do núcleo docente em obter autorização para realização de concursos públicos para provimento de cargo de professor nas áreas de atuação do programa, resultando na ampliação do quadro docente interno da UFES. Foram nomeados, mais três professores na linha de Vertebrados (Yuri L. R. Leite, Leonora P. Costa e Albert D. Ditchfield), mais três na linha de Entomologia (Marcelo T. Tavares, Alexandre P. Aguiar e Frederico F. Salles) e mais um na área de Zoologia Marinha (Jean C. Joyeux). Além destes, um segundo professor externo à UFES integrou-se à equipe, Karen B. Strier da Universidade de Wisconsin-Madison, Estados Unidos. Desta forma, o corpo docente do programa quase dobrou apesar do desligamento recente da professora Rosebel Nalesso e do Prof. Dirceu Pratissoli do quadro dos docentes do PPGBAN. Em 2008, com o programa de expansão das universidades federais, novas contratações ocorreram nos centros regionais da UFES, principalmente no Centro Universitário do Norte do Espírito Santo (CEUNES-UFES), o que propiciou a contratação de novos professores da área de zoologia, o que permitiu um fortalecimento no corpo docente do programa. O mesmo ocorreu em 2012 como credenciamento de Taíssa Rodrigues, paleontóloga do Centro de Ciências Agrárias (CCA) do campus da UFES em Alegre, no interior do estado.

Desde sua aprovação, a infraestrutura do programa melhorou significativamente, com a reforma de espaço para sala de aula, sala de informática, instalação de sistema de intranet em rede para todos os docentes, laboratórios, sala de aluno, sala de aula e secretaria, reforma de laboratórios e gabinetes, assim como aquisição de equipamentos através de vários projetos tanto institucionais, como de pesquisa. Dentre estes, destacam-se diversos projetos estruturantes, que geraram um aporte significativo de equipamentos e melhoria da infraestrutura e condições de trabalho, sendo que muitos deles foram essenciais para a melhoria das condições de trabalho e ensino do programa levando à aprovação do curso de Doutorado em Biologia Animal no APCN 2008.

A produção científica tem sido um tema de grande debate entre os docentes do programa, resultando em um incremento muito grande nos últimos anos. Na proposta original de 2000, a média de artigos por docente era de 1,3 artigos/professor/ano; no primeiro triênio (2001-2003) aumentou para 2,6 artigos/professor/ano, e no segundo triênio (2004-2006) aumentou para 4,2 artigos/professor/ano. O investimento na melhoria da produção, tanto em número de artigos, como na busca por veículos mais bem conceituados (em termos de fator de impacto), foi um dos fatores que resultou na passagem para o Conceito 4 na avaliação final do triênio 2004-2006 e na aprovação do Curso de Doutorado em 2008. No triênio 2007-2009 a produção de artigos em periódicos resultou em: 55% dos docentes permanente com ao menos 1 artigo Qualis A1; 63,4% com ao menos 1 artigo Qualis A2 e 90,9% com ao menos 3 artigos em periódicos B1 ou superior, o que representa um incremento significativo da produção e a possível consolidação de nossa busca pela melhoria de conceito. No triênio 2010-2012, a evolução continuou e 75% dos docentes permanentes atendem à produção de pelo menos 4 B1+A2+A1 e 42% atendem à produção 2 A2+A1. Além disso 67% dos Docentes Permanentes tem índice H acima de 7 e 42% tem índice H acima de 10.

A melhoria dessa produção também resultou numa melhor avaliação dos docentes do programa por parte do CNPq. No início do curso, apenas 1 dos 11 docentes do corpo permanente era Bolsista de Produtividade do CNPq. No final do triênio 2006-2008, 6 dos 11 docentes eram bolsistas de produtividade. No final do triênio 2010-1012, 8 dos 12 docentes permanentes são bolsistas de produtividade. Agora em 2013 mais 2 docentes receberam bolsa de produtividade, levando a 10 dos 12 docentes (83%) como bolsistas do CNPq, uma evolução realmente impressionante. Quando consideramos o corpo docente total (permanentes, colaboradores e visitantes), 62% é bolsista do CNPq (dos 21 docentes, 2 são nível 1 e 11 nível 2). Esses dados mostram não só que a produção do corpo docente melhorou significativamente, mas que a essa melhoria foi bastante disseminada, ou seja, os docentes como um todo melhoraram sua produção e não apenas uma pequena parcela desses.

Para a consolidação dos cursos de mestrado e doutorado, além da melhoria expressiva da infraestrutura e da produção científica, tanto em quantidade de artigos, como em fator de impacto, reestruturamos o programa em uma única linha de pesquisa "Zoologia Integrada e Comparada". Essa iniciativa tem como base filosófica e prática nas Ciências Biológicas, tanto na pesquisa, como em educação. Com isto, se pretende buscar a integração entre os vários níveis de organização biótica, de moléculas a ecossistemas, contemplando também a diversidade animal nos ecossistemas aquáticos e terrestres. O nome da linha de pesquisa reflete o reconhecimento de que o estudo dos sistemas bióticos deva ser realizado através de uma abordagem multidisciplinar, integrando uma diversidade de disciplinas que se completam umas às outras, de forma a contemplar a biocomplexidade. O foco é na integração entre as disciplinas no campo da Sistemática, Ecologia, Genética, Biogeografia e Etologia, com o emprego de diversos métodos ao nível molecular, celular e do organismo para investigar questões sobre a evolução e organização da diversidade animal, e promover a sua conservação. Entendemos que através de nossas estratégias e iniciativas possamos avançar ainda mais na melhoria da formação de nossos pós-graduandos.

Alunos Formados e Matriculados:O programa já formou 159 mestres e 28 doutores e conta com 63 alunos regularmente matriculados, sendo 25 no mestrado e 38 no doutorado.

Nome dos coordenadores e coordenadores-adjuntos:

Período: Maio de 2017 - atual
Coordenador: Taissa Rodrigues Marques da Silva
Coordenador-Adjunto: Angelo Fraga Bernardino

Período: Abril de 2016 - Abril de 2017
Coordenador: Valéria Fagundes
Coordenador-Adjunto: Taissa Rodrigues M. da Silva

Período: 2015- Março 2016
Coordenador: Sérgio Lucena Mendes
Coordenador-Adjunto: Alexandre Pires Aguiar

Período: 2013-2015
Coordenador: Sérgio Lucena Mendes
Coordenador-Adjunto: Jean C. Joyeux

Período: 2010-2013
Coordenador: Yuri Luiz Reis Leite
Coordenador-Adjunto: Sérgio Lucena Mendes

Período: 2008-2010
Coordenador: Marcelo Teixeira Tavares
Coordenadora-Adjunta: Leonora Pires Costa

Período: 2003-2008
Coordenador: Valéria Fagundes
Coordenador-Adjunto: Marcelo Teixeira Tavares

Período: 2001-2003
Coordenador: Valéria Fagundes
Coordenador-Adjunto: Agnaldo Silva Martins

Histórico do conceito CAPES do programa:

O PPGBAN faz parte da área de avaliação Biodiversidade da CAPES:
<http://www.capes.gov.br/component/content/article/44-avaliacao/4653-biod...

Essa área foi criada recentemente para reunir e fortalecer os programas de Zoologia, Botânica, Ecologia e Oceanografia. Até 2011, o PPGBAN foi avaliado na câmara BOZ (Botânica, Oceanografia e Zoologia) que era parte da área denominada Ciências Biológicas I.

Período de Avaliação e Conceito:
2010-2012 . . . . . . . . . . . . . . 4 (Bom)
2007-2009 . . . . . . . . . . . . . . 4 (Bom)
2004-2006 . . . . . . . . . . . . . . 4 (Bom)
2001-2003 . . . . . . . . . . . . . . 3 (Regular)

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