INFLUÊNCIA DA ALTITUDE NA DISTRIBUIÇÃO DE PEQUENOS MAMÍFEROS NÃO-VOADORES
Nome: VICTOR VALE
Data de publicação: 27/02/2024
Banca:
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Papel |
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ALAN GERHARDT BRAZ MAGALHÃES | Examinador Externo |
CARLOS EDUARDO DE VIVEIROS GRELLE | Examinador Externo |
CIBELE RODRIGUES BONVICINO | Examinador Externo |
LEONORA PIRES COSTA | Presidente |
ROBERTA PARESQUE | Examinador Interno |
Resumo: Regiões montanhosas exibem uma notável diversidade de pequenos mamíferos não-voadores, com a altitude associada a montanhas desempenhando um papel fundamental e uma abordagem multidisciplinar humboldtiana é ideal para entender esses fatores. Na Mata Atlântica, a diversidade é mais pronunciada em altitudes intermediárias, com um padrão conhecido como efeito de domínio médio na biogeografia. Didelphiomorpha e Rodentia ocupam faixas altitudinais distintas, refletindo substituições e sobreposições de espécies ao longo do gradiente altitudinal. Gêneros como Akodon e Delomys apresentam respostas distintas à altitude. Akodon exibe variação de espécies relacionada à competição, enquanto Delomys altimontanus é restrita a picos de altitude, indicando refúgios específicos em regiões montanhosas. Mudanças tectônicas e climáticas no final do Neógeno influenciaram a especiação em Trinomys. Considerando uma área montanhosa em particular, a Serra do Caparaó destaca-se com 27 espécies de pequenos mamíferos não-voadores, sendo um centro de diversidade na Mata
Atlântica. A riqueza e a abundância variam com a altitude, revelando padrões divergentes. Paisagens como floresta ombrófila densa montana, floresta ombrófila densa altimontana e campos de altitude contribuem para essa diversidade. Pressões antrópicas afetam a riqueza e adiversidade de áreas de conservação, como o Parque Estadual Mata das Flores (PEMF) e o
Parque Estadual Forno Grande (PEFG). PEMF, com maior influência humana, exibe menor diversidade. Em contraste, PEFG, mais isolado, apresenta riqueza significativa, incluindo espécies ameaçadas. Santa Teresa, no Espírito Santo, destaca-se como um local estratégico, abrigando uma riqueza de 33 espécies de pequenos mamíferos não-voadores e uma rica diversidade em altitudes intermediárias e em ambiente preservados. De forma geral, a altitude influencia a distribuição desses mamíferos na Mata Atlântica, respondendo a fatores abióticos, como área, temperatura e relevo, e fatores bióticos, como à ocupação humana em diferentes elevações. Este estudo destaca a importância da biogeofrafia e de áreas naturais na compreensão da biodiversidade em regiões montanhosas.